
Novo exame no SUS amplia rastreamento do câncer colorretal
por guaranoticias
Atualizado às 09h25
O SUS incorporou o Teste Imunoquímico Fecal, o FIT, ao protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal. O exame é indicado para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos e consegue detectar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem estar relacionadas a pólipos ou lesões iniciais no intestino. A novidade ganha importância diante da estimativa do Instituto Nacional de Câncer de cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
Quando a doença é identificada precocemente, as chances de sucesso no tratamento aumentam e, em muitos casos, é possível adotar terapias menos agressivas. O cirurgião oncológico do Centro de Oncologia do Paraná, Dr. Antonio Brunetto, explica o que muda na prática com a chegada do FIT ao SUS e por que o rastreamento antes do aparecimento de sintomas pode fazer diferença no prognóstico.
Além do FIT, outros exames têm papel importante na detecção precoce de diferentes tipos de câncer. Mas não existe um exame único capaz de descartar todos os tipos de câncer. A escolha do rastreamento deve considerar fatores como idade, histórico familiar, tabagismo, doenças hereditárias e outros riscos individuais. Dr. Antonio Brunetto alerta para um erro comum: acreditar que um check-up anual ou exames de sangue, sozinhos, são suficientes para afastar qualquer possibilidade de câncer.
A recomendação é conversar com o médico sobre rastreamento principalmente a partir dos 50 anos ou antes, quando houver histórico familiar, fatores de risco ou condições hereditárias associadas ao câncer. Mais importante do que fazer muitos exames é realizar aqueles realmente indicados para cada pessoa.
Fonte: AERP Paraná – repórter Flávia Consoli – acesso em 13/08/2026 – https://aerp.org.br/redeaerp/novo-exame-no-sus-amplia-rastreamento-do-cancer-colorretal/
Foto: ilustrativa – Paula Neves


