Descarte incorreto de medicamentos pode contaminar água e solo e trazer riscos à saúde

por guaranoticias

Atualizado às 11h44

 

Medicamentos vencidos ou que sobraram de tratamentos não devem ser jogados no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário. Quando descartadas de maneira inadequada, essas substâncias podem chegar ao solo e à água, afetando organismos vivos e aumentando os riscos ambientais e à saúde pública. No Brasil, o descarte residencial de medicamentos é regulamentado pelo sistema de logística reversa, que estabelece responsabilidades para fabricantes, distribuidores, farmácias e consumidores. A farmacêutica Aline Aparecida Pereira Souza, responsável técnica da Farmácia Escola Integrado e mestre em assistência farmacêutica, explica como funciona a obrigatoriedade de recebimento desses resíduos pelas farmácias.

 

O problema vai além do medicamento vencido. Restos de xaropes, soluções, cartelas, frascos e tubos de pomada também podem conter resíduos químicos. Quando esse material chega ao esgoto ou aos aterros comuns, existe o risco de contaminação da água e do solo. Aline explica quais são os principais impactos provocados pelo descarte incorreto de medicamentos e por que esse cuidado também é uma questão de saúde pública. A orientação é levar os medicamentos vencidos ou em desuso até pontos específicos de coleta. Algumas farmácias, drogarias e Unidades Básicas de Saúde mantêm locais preparados para receber esse material. A farmacêutica detalha qual é a forma correta de fazer esse descarte e quais cuidados devem ser adotados dentro de casa.

 

Já os medicamentos que ainda estão dentro do prazo de validade podem, em algumas situações, ser doados. A recomendação é que estejam lacrados ou em cartelas bem preservadas e dentro das condições adequadas para reaproveitamento. Amostras grátis também podem ser aceitas, dependendo do local responsável pelo recebimento. Aline explica quais medicamentos podem ser doados e onde a população deve buscar orientação para fazer essa entrega com segurança.

 

No caso de agulhas, seringas e lancetas, a orientação é diferente. Esses materiais devem ser guardados em recipientes rígidos e resistentes e entregues diretamente em uma Unidade Básica de Saúde ou hospital, sem serem misturados aos medicamentos destinados à logística reversa.

 

 

 

 

 

Fone: AERP Paraná – acesso em 11/08/2026 – https://aerp.org.br/redeaerp/descarte-incorreto-de-medicamentos-pode-contaminar-agua-e-solo-e-trazer-riscos-a-saude/

Foto: ilustrativa – Paula Neves

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