Justiça decreta sigilo absoluto no processo sobre delegado que matou a mulher e a enteada

por guaranoticias

Atualizado às 11h27

A Juíza Marcia Margarete do Rocio Borges, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, decretou sigilo absoluto de movimentação no processo que investiga a morte da escrivã de polícia, Maritza Guimarães de Souza e sua filha Ana Carolina.

A Justiça atende um pedido da defesa do Delegado Erik Bussetti, que, segundo os advogado Cláudio Dalledone, quer manter o bem estar emocional e social da filha mais nova do casal, que hoje com 9 anos de idade, perdeu a mãe, a irmã e o pai de uma só vez. “Diante desta grande tragédia, ao que nos cabe, com todo respeito, empatia e humanidade, é trabalhar ao lado da Justiça para esclarecer tudo isso e trazer algum aprendizado a sociedade, em especial as autoridades. Protegeremos, acima de tudo, a memória das vítimas, o amplo direito de defesa do réu e, principalmente, o bem estar emocional de uma criança que muito perdeu, para não dizer que praticamente tudo se foi”, diz o advogado Cláudio Dalledone.

O delegadofoi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por duplo feminicídio,  no dia 20 de março. Para os promotores,  Ana Carolina de Souza e Maritza Guimarães de Souza não tiveram a chance de se defender. Erick Busetti está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Maritza, 41 anos, policial civil e sua filha, Ana Carolina, estudante, 16 anos, foram mortas no fim da noite de 4 de março, no bairro Atuba. O delegado confessou que matou a mulher com sete tiros e a enteada com seis.  O casal estava em processo de separação há pelo menos um ano, segundo depoimentos de familiares e amigos.

Segundo informações da delegada Camila Cecconello, imagens de câmeras de segurança revelam que o casal discutiu por pelo menos três horas antes do crime e que Maritza tentou fazer as malas, o que indica que ela sairia de casa, o que não aconteceu. As imagens também revelam que adolescente foi agredida pelo padrasto dentro do quarto com chutes e tapas pouco tempo antes de morrer.

 

Fonte: Bem Paraná – Josianne Ritz – acesso 31/03/2020 – https://www.bemparana.com.br/blog/plantaodepolicia/post/justica-decreta-sigilo-absoluto-no-processo-do-delegado-que-matou-a-mulher-e-a-enteada#.XoNTMEBKi1t

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