Gaeco denuncia proprietários rurais que subornavam policiais para encobrir crimes ambientais

por guaranoticias

Atualizado às 14h18

Sete proprietários rurais e empresários foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná na última sexta-feira, 7 de agosto, por associação criminosa armada e corrupção ativa. A denúncia foi oferecida à Vara Criminal de Assaí, no Norte Pioneiro do estado, pelo núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo a denúncia, de 2008 a 2019, o grupo manteve um acordo com ao menos cinco policiais militares lotados em um posto da Polícia Ambiental na Rodovia PR-218 para, mediante pagamento de vantagens indevidas, receberem segurança patrimonial e pessoal. O serviço era prestado com uso de viaturas, armamentos e fardamento oficial, além de consulta aos sistemas da Polícia Militar Paraná.

Caçadas ilegais – As investigações apuraram que os policiais militares também impediam qualquer fiscalização ambiental nas propriedades dos denunciados. Foi até mesmo construído um posto policial no interior da fazenda de um dos empresários, sem qualquer procedimento oficial da Polícia Ambiental/Força Verde para autorizar a sua implantação.

As provas recolhidas durante as investigações apontam ainda que, além de fornecerem segurança com equipamentos da PM, inclusive em horário de expediente, e de omitirem-se na fiscalização, os policiais da Força Verde chegaram a participar de caçadas de animais silvestres no interior das fazendas, quando deveriam coibir tal prática ilegal.  Os pagamentos indevidos aos PMs teriam sido realizados mensalmente por 28 anos, sendo que os últimos valores repassados giraram em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil. O MPPR também buscará a responsabilização dos policiais a partir de denúncia à Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.

 

 

Fonte e foto: Ministério Público do Paraná – acesso 11/08/2020 – https://mppr.mp.br/2020/08/22848,11/Gaeco-denuncia-proprietarios-rurais-que-subornavam-policiais-para-usar-estrutura-da-PM-para-protecao-pessoal-e-para-encobrir-crimes-ambientais.html

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